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Lula condena ofensiva dos EUA na Venezuela e diz que prisão de Maduro ultrapassa “limite inaceitável”

  • 3 de jan.
  • 2 min de leitura



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com dureza neste sábado (3) aos ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela e à prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Sem citar diretamente o governo norte-americano, Lula afirmou que a ação representa uma violação grave da soberania de um país e classificou o episódio como “inaceitável” no cenário internacional.

Em manifestação pública, o presidente brasileiro declarou que os bombardeios e a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, configuram uma afronta extremamente séria ao direito internacional. Segundo Lula, esse tipo de intervenção abre um precedente perigoso e ameaça transformar a América Latina e o Caribe em uma região marcada por instabilidade e conflito.


Para o chefe do Executivo brasileiro, ataques desse tipo representam o primeiro passo para um mundo regido pela força, onde a lei do mais poderoso se impõe sobre o diálogo e o multilateralismo. Lula ressaltou que a ação compromete o esforço histórico de manter a região como uma zona de paz e relembra episódios negativos de interferência externa na política latino-americana.

O presidente também defendeu uma reação firme da comunidade internacional. De acordo com ele, a Organização das Nações Unidas precisa se posicionar de forma clara e vigorosa diante do ocorrido. Lula afirmou que o Brasil condena a ofensiva e se mantém disponível para atuar em favor de uma solução baseada na diplomacia, no diálogo e na cooperação entre os países.

A declaração do presidente brasileiro ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que forças norte-americanas realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela, resultando na prisão de Nicolás Maduro. Trump afirmou ainda que os EUA pretendem assumir temporariamente a administração do país até que, segundo ele, seja feita uma transição considerada segura.

Lula também lembrou que manteve contato recente com o governo venezuelano. No início de dezembro, ele conversou por telefone com Nicolás Maduro sobre a preservação da paz na América do Sul e no Caribe, diálogo que, segundo o Planalto, teve como foco evitar conflitos e tensões na região.

A posição do presidente brasileiro reforça o alinhamento do Brasil à defesa da soberania dos países e ao respeito às normas internacionais, em meio a uma crise que pode ter impactos políticos e diplomáticos em toda a América Latina.

 
 
 

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